CARNAVART 2020

Como a época mesmo inspira, eles farão uso de muita criatividade em telas e esculturas concebidas em linguagem contemporânea e diversificada.

Foram reunidas cerca de 40 obras que harmonizadas entre si, trazem ao expectador uma surpreendente imersão à poesia plástica contida no todo.

A Exposição contém obras premiadas e de destaque Internacional.

Um de nossos talentosos artistas fará uma intervenção nesta segunda 24 de Fevereiro durante a Vernissage.

As obras estarão disponíveis para venda. Teremos telas e esculturas incríveis no elegante cenário do ATC.

Venha experimentar a harmonia entre Ciência e Arte.

Vale a pena conferir!

LOCAL

Alphaville Tênis Clube
Alameda Paris, 555, Alphaville Industrial
Barueri, SP

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Biografia

Maria Nascimento nasceu em Natal-RN em 25 de Outubro de 1968 filha do segundo casamento do militar da Marinha Luiz Ferreira do Nascimento. Durante sua infância, devido à profissão de seu pai viajou e estudou em Cidades como Rio de Janeiro, Recife e Natal, onde nesta última teve sua formação principal se formando em Química Bacharelado pela UFRN, porém desde os dez anos desenhava com grafite geralmente voltada para Desenho da Figura Humana. Migrou para a Cidade Recife já aos 21 anos, para desenvolver seu Mestrado que teve início em Química, porém apaixonada por Fármacos já ao desenvolver sua Monografia de conclusão em Controle Físico-Químico de Medicamentos no LTF da Paraíba na UFPB, não se adaptou ao Departamento de Química e migrou para o Departamento de Farmácia da UFPE, onde defendeu com distinção um trabalho multidisciplinar que resultou em um software aplicado ao Planejamento de Fármacos. Era início dos anos 90.

Seus caminhos e desvios estavam apenas começando para conduzi-la ao que mais lhe trazia paixão, ainda que incompreendida por estes desvios de carreira seguiu fundamentando sua jornada com aprendizados multidisciplinares em supostas paradas para se capacitar rumo às suas verdadeiras metas.

Artigo publicado na Revista PAGMAR – Pagadoria da Marinha

Participei do Concurso de Artigos Técnicos do SSPM mais uma vez e os trabalhos  premiados eram de notável qualidade me deixando honrada apenas em participar ao lado deles. Tamanha foi minha surpresa quando o responsável pela Revista PAGMAR me contactou demonstrando interesse em publicar meu artigo e é claro que me deixou honrada e envaidecida pelo convite.

O artigo foi publicado na Revista PAGMAR – Ano 4 – 2016. Espero que gostem, pois como sempre possui um pouco da minha alma e paixão, apesar do fundamento técnico e científico.

Renda da mulher e independência como objeto de enfrentamento à violência doméstica

Durante muito tempo a mulher esteve à frente dos lares assumindo apenas tarefas domésticas. Como um trabalho subjugado e de pouco valor do ponto de vista econômico, os homens até então assumiam sua soberania econômica ignorando que sem este trabalho doméstico e sem a colaboração da mulher em casa cuidando de tudo, ele não teria o seu tão conquistado poder econômico. As coisas não mudaram muito neste aspecto, mas mudaram no que diz respeito ao novo papel da mulher nas ruas, nas empresas e principalmente nas universidades. Hoje o número de mulheres com alto nível acadêmico é representativo e esta mesma mulher ainda continua habilidosa em seus afazeres domésticos, no entanto com renda para delegar, caso necessário , à empresas que podem contratar homens ou mulheres nas tarefas domésticas para que lhe sobre tempo para pensar, se cuidar, e muitas vezes em pé de igualdade conduzir negócios e atividades antes atribuídas apenas aos homens.

Agora onde este discurso interfere nas relações homem e mulher? Em que momento a violência começou a ficar tão exposta? Foi quando esta mulher agora educada, informada e dona de seus desejos de crescimento pessoal e profissional começou a recusar ser humilhada, usada ou agredida. Neste momento, ao se impor, a mulher potencializou as formas de violência contra ela, que passaram de agressões verbais e golpes à extremos como  assassinato por motivo fútil, pois o homem agressor passa a se sentir afrontado diante de um não e que para ele  a única forma  de deter a autonomia e independência desta mulher é matando-a. Agora, da mesma forma, ela também potencializou suas defesas ao se informar. Uma mulher bem informada pode se antecipar aos ataques de um homem cheio de ódio e descontrolado emocionalmente. Nos ataques à mulher, o homem normalmente é movido por sentimentos extremos de raiva, que o impedem de tomar atitudes sensatas ou lógicas, mas a mulher ainda assim pode ter equilíbrio emocional e  conseguir o mais difícil em casos de violência, os tais elementos ou provas que ironicamente são rastros que quase sempre não temos para proteção da mulher. A idéia é usar o conhecimento e a maturidade de raciocínio para prever e impedir atos de violência antes que ocorram, mas o maior desafio é argumentar de forma que a justiça aceite usar mecanismos legais para agir contra o agressor antes que cometa o crime. Desta forma, os piores casos e os mais recorrentes são os de ameaça que em sua grande maioria um dia se tornam agressões efetivas que não puderam ser evitadas por falta de elementos ou de provas.

A pergunta é como uma mulher sem nenhuma experiência ou conhecimento legal pode enfrentar situações de agressão ou ameaça, quando a resposta das autoridades às suas denúncias e registros de ocorrências é de que não existem elementos? Ela simplesmente volta conformada ao ambiente de agressão e termina sendo morta ou gravemente ferida. Já uma mulher informada, luta, argumenta, se  rebela contra o sistema falho, pois vê além daquela resposta um ato de negligência.

Desta forma, é extremamente importante que cada vez mais a mulher se informe, estude, trabalhe e lute por direitos de igualdade e principalmente por credibilidade. A maior barreira enfrentada por mulheres quando denunciam crimes de ameaça ou violência doméstica é a falta de credibilidade. Só acreditam nas denúncias da mulher depois de consumadas as agressões físicas ou o assassinato da mesma. Assim, a evolução da mulher em seu nível de informação tem sido consideravelmente valiosa neste enfrentamento.

A mulher ainda contribui hoje de forma importante com a renda familiar e ainda temos uma parcela enorme da sociedade onde as mulheres são responsáveis por manter quase que integralmente as despesas da casa. Infelizmente, junto com estes dados ainda temos um grupo de mulheres que mesmo exercendo atividades que a transformem em provedora do lar, igualmente se deixam agredir ou suportam agressões consideradas leves. Com isto, acreditamos que o fator mais importante não é o econômico, mas o de informação e conhecimento, ou seja, não é ganhar bem, mas ter formação que a faça se impor diante do homem por convicção.